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Lipedema: 7 Estratégias de Autocuidado e Apoio

Saiba mais sobre os sintomas, as causas e os estágios do Lipedema.

Luciana Simões

O lipedema é uma doença silenciosa e afeta principalmente mulheres.

O lipedema é uma doença crônica do sistema linfático e vascular, resultando em um acúmulo desproporcional de gordura nas pernas, quadris e, ocasionalmente, nos braços, em estágios mais avançados pode ser dolorosa e afetar de modo significativo a vida diária da pessoa com a condição.

Essa condição médica é mais comum em mulheres e muito mais frequente do que as pessoas imaginam. Estima-se que 1 a cada 10 mulheres tem lipedema e muitas não sabem. Embora a determinação exata das causas ainda não seja totalmente compreendida, fatores genéticos e hormonais parecem desempenhar um papel crucial.

Dessa forma, reconhecer os sinais precoces do lipedema, como pernas inchadas e dolorosas, para o diagnóstico e tratamento oportuno é essencial.

A seguir, abordaremos sobre alguns sintomas presentes no lipedema, suas causas e estratégias de autocuidado.

O lipedema é uma doença silenciosa e afeta principalmente mulheres.
O lipedema é uma doença silenciosa e afeta principalmente mulheres. (Imagem: Canva)

Quais as causas do Lipedema?

O lipedema tem fator inicial a predisposição genética, podendo o gene ser transferido da mãe ou do pai. Entretanto, alguns fatores podem desempenhar papel relevante no seu desenvolvimento, como:

  • Histórico familiar;
  • Inflamação;
  • Influência hormonal, como gravidez;
  • Fatores desencadeantes, como lesões.

Principais sintomas e características

  • Distribuição desproporcional de gordura nas áreas afetadas;
  • Excesso de gordura nos membros inferiores;
  • Dor e sensibilidade;
  • Contornos irregulares;
  • Progressão da doença (estágio I, II, III E IV).

Estágios do Lipedema

O lipedema é classificado em 4 estágios e para ajudar na compreensão dessa doença crônica, destacamos quais são eles:

  • Estágio 1: Acúmulo Inicial de Gordura

É onde ocorre o acúmulo anormal de gordura, geralmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Apesar da presença da gordura adicional, a pele geralmente permanece lisa.

  • Estágio 2: Agravamento do Inchaço e Desconforto

Aqui a condição progride, e o inchaço torna-se mais evidente. A pele pode começar a apresentar irregularidades, como pequenos nódulos e a aparência de excesso de celulite. Além disso, os pacientes podem começar a experimentar sensibilidade ao toque e desconforto significativo.

  • Estágio 3: Complicações Avançadas

A pessoa começa a ter uma perda do contorno do joelho, sensação de peso nas pernas, a mobilidade pode ser mais gravemente comprometida. Além disso, a dor e o desconforto podem se intensificar significativamente.

  • Estágio 4: Alteração da Circulação Linfática

A deformidade causa a alteração da circulação linfática e aí a gente tem a associação do linfedema com o lipedema, associado a obstrução ou dano do sistema linfático.

Como desinflamar o corpo com Lipedema?

A desinflamação pode ocorrer com algumas práticas diárias e mudança de estilo de vida. Embora não haja uma cura definitiva para o lipedema, abaixo listamos 7 estratégias de autocuidado que podem ajudar a melhorar os sintomas, as quais podemos destacar:

1) Compressão

O uso de roupas de compressão pode ajudar a reduzir o inchaço e melhorar o desconforto associado ao lipedema. Meias e calças de compressão específicas para a condição podem ser recomendadas por um médico.

2) Exercício

A prática de exercícios físicos, como caminhadas, natação e hidroginástica, pode ser benéfica para melhorar a circulação e reduzir o inchaço. No entanto, é importante começar com atividades de baixo impacto e aumentar gradualmente a intensidade, sempre sob a supervisão de um profissional de saúde.

Atividade física melhora na circulação e no bem-estar geral.
Atividade física melhora na circulação e no bem-estar geral. (Imagem: Canva)

3) Dieta saudável

Adotar uma dieta equilibrada e rica em nutrientes pode ajudar a manter um peso saudável e reduzir o acúmulo de gordura. Consulte um nutricionista para orientações específicas.

4) Drenagem linfática manual

A drenagem linfática manual, realizada por esteticistas ou massoterapeutas, pode ajudar na redução do inchaço ao melhorar a circulação linfática.

5) Gestão do estresse

O estresse pode contribuir para o agravamento dos sintomas do lipedema. Práticas de redução do estresse, como meditação, ioga e respiração profunda, podem ser úteis.

6) Medicação

Em alguns casos, o médico pode prescrever remédios para ajudar no controle do inchaço e da dor. Isso pode incluir remédios anti-inflamatórios ou outros específicos para o controle do edema.

7) Apoio e acompanhamento médico

É fundamental trabalhar em colaboração com um profissional de saúde, como um angiologista, cirurgião vascular ou outro especialista em condições linfáticas, para desenvolver um plano de tratamento personalizado.

Os impactos na qualidade de vida da pessoa com Lipedema

  • Dor crônica e desconforto constante nas pernas;
  • Limitações na mobilidade e capacidade de realizar atividades físicas;
  • Baixa autoestima;
  • Desafios na identificação e diagnóstico precoce.

Portanto, o lipedema é uma condição desafiadora que impacta não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional das pessoas afetadas. Dessa forma, a busca por compreensão, aceitação e tratamento eficaz é essencial para promover uma melhor qualidade de vida.

Luciana R. Simões é Farmacêutica formada pela Universidade Presidente Antônio Carlos – UNIPAC com CRF/MG: 25.741 – Pós-graduada em Farmacologia: Atualização e Novas Perspectivas pela Universidade Federal de Lavras – UFLA. Possui formação em Farmácia Clínica e Serviços Farmacêuticos pela ABRAFARMA; em Capacitação em Serviços de Vacinação em Farmácias pela IBras – Faculdade Catedral; Curso de Formação Gerencial da Farmácia Indiana. Atuou como Gerente Farmacêutica na Farmácia Indiana e na linha de frente do COVID-19 no processo de testagem rápida de anticorpos e de antígeno. Além disso, possui experiência há mais de 12 anos no mercado farmacêutico.

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