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Candidíase Vaginal: Descubra 7 Formas de Prevenção

Saiba como prevenir a candidíase vaginal e evitar a sua recorrência!

Luciana Simões

Candidíase vaginal uma infecção causada pelo fungo Candida Albicans.

A candidíase é uma infecção na região da vagina pelo crescimento exagerado do fungo Candida Albicans, sendo uma condição muito comum nas mulheres. Além disso, acomete as mulheres que estão com o sistema imune fraco ou com a flora vaginal desequilibrada.

A candidíase vaginal é caracterizada por sintomas desagradáveis e desconfortantes, como inchaço ou vermelhidão da vulva/vagina, ardência e coceira intensas.

Estima-se que 3 em cada 4 mulheres terão ao menos uma infecção por Candida ao longo da vida. Na sequência, abordaremos as causas, sintomas, tratamento e formas de prevenção da candidíase vaginal.

Candidíase vaginal uma infecção causada pelo fungo Candida Albicans.
Candidíase vaginal uma infecção causada pelo fungo Candida Albicans. (Imagem: Canva)

Causas da candidíase vaginal

As causas mais habituais incluem o uso de antibióticos, que podem eliminar as bactérias benéficas que mantêm o crescimento do fungo sob controle. Também, gravidez, diabete, estresse, baixa imunidade, alterações hormonais e pH, roupas apertadas ou molhadas podem favorecer para o desenvolvimento da candidíase vaginal.

Não é considerada uma DST (doença sexualmente transmissível), por isso, mesmo mulheres e homens que nunca tiveram relações sexuais podem ter candidíase. Embora a candidíase não seja classificada como DST, ela pode ser transmitida mediante relações sexuais.

Sintomas

A candidíase vaginal apresenta alguns sintomas característicos, como:

  • Coceira intensa na vagina;
  • Ardência ou dor ao urinar;
  • Secreção branca e espessa;
  • Vermelhidão e inchaço;
  • Desconforto durante as relações sexuais;
  • Odor anormal.

Caso você apresente um ou mais dos sintomas mencionados acima, procure um ginecologista para uma avaliação e diagnóstico adequado.

Como é feito o diagnóstico?

Geralmente o diagnóstico é realizado com base na avaliação clínica dos sintomas e, em alguns casos, mediante exames laboratoriais, os quais podemos citar:

  • Avaliação clínica: o médico inicia geralmente o diagnóstico fazendo perguntas sobre os sintomas que você está experimentando, como coceira, ardência, aumento da secreção vaginal e outros sinais.
  • Exame físico: o médico pode realizar um exame pélvico para avaliar sinais físicos da candidíase, como vermelhidão e secreção vaginal anormal.
  • Exame de amostras: em alguns casos, o médico pode coletar uma amostra da secreção vaginal para exame laboratorial. Essa amostra pode ser analisada sob um microscópio para identificar a existência de leveduras características, como o fungo Candida, confirmando assim o diagnóstico.
  • Cultura: em situações mais complexas ou quando a resposta ao tratamento não é satisfatória, o médico pode optar por fazer uma cultura da amostra para identificar a espécie específica de Candida envolvida. Isso pode ser útil em casos de infecções recorrentes ou persistentes.

Tratamento

Em geral, o tratamento é realizado com antifúngicos, que podem ser administrados de diferentes formas, como cremes, supositórios ou comprimidos.

Creme antifúngico para o tratamento da candidíase vaginal.
Creme antifúngico para o tratamento da candidíase vaginal. (Imagem: Canva)
  • Antifúngicos tópicos (cremes ou supositórios)

Medicamentos como clotrimazol, miconazol e tioconazol são frequentemente prescritos para o tratamento da candidíase vaginal. Esses medicamentos são aplicados diretamente na região afetada por um período de 7 a 14 dias, não sendo recomendado neste período manter relações sexuais.

  • Antifúngicos orais

Em casos mais graves ou recorrentes de candidíase, o ginecologista pode prescrever medicamentos antifúngicos orais, como fluconazol 1 vez por semana, por até 6 meses.

  • Tratamento do parceiro

Em casos de candidíase recorrente, pode ser aconselhável que o parceiro também seja tratado, mesmo que não apresente sintomas. Isso ajuda a evitar a reinfecção mútua.

Formas de prevenção da candidíase vaginal

A seguir algumas medidas que podem ajudar na prevenção da candidíase vaginal:

1) Higiene adequada

A área genital deve mantê-la limpa e seca. Opte por não fazer uso de sabonetes perfumados, duchas vaginais ou produtos íntimos.

2) Roupas íntimas adequadas

É recomendável utilizar calcinhas de algodão para permitir a respiração adequada da área genital. Evite roupas justas, pois elas podem propiciar a proliferação dos fungos.

3) Evite umidade excessiva

Após o banho, seque bem a área genital. Evite ficar com roupas de banho molhadas por períodos prolongados e troque rapidamente de roupa molhada.

4) Controle do diabete

Se você tem diabete, é essencial manter os níveis de glicose sob controle, pois altos níveis de açúcar no sangue podem contribuir para o crescimento de fungos.

5) Evite antibióticos desnecessários

O uso desorientado de antibióticos pode alterar o equilíbrio da flora bacteriana e elevar o risco de infecções fúngicas. Faça uso de antibióticos somente quando prescritos por um profissional médico.

6) Dieta equilibrada

Busque manter uma alimentação equilibrada e uma dieta saudável. Alguns estudos sugerem que uma dieta rica em probióticos, como iogurte, pois eles mantêm o equilíbrio da flora intestinal e vaginal.

7) Praticar sexo seguro

Use preservativos para evitar a transmissão de infecções que podem predispor à candidíase.

Conclusão

Portanto, a candidíase vaginal é uma infecção fúngica, mas não é uma doença sexualmente transmissível. A prevenção eficaz envolve práticas de higiene, escolhas de estilo de vida e cuidados que ajudam a manter o equilíbrio natural da flora vaginal.

Medidas como higiene adequada, dieta equilibrada, controle do diabete e práticas sexuais seguras são fundamentais. Em caso de sintomas ou suspeita de infecção, é crucial buscar ajuda médica e um tratamento adequado, contribuindo para a promoção da saúde sexual e bem-estar.

Luciana R. Simões é Farmacêutica formada pela Universidade Presidente Antônio Carlos – UNIPAC com CRF/MG: 25.741 – Pós-graduada em Farmacologia: Atualização e Novas Perspectivas pela Universidade Federal de Lavras – UFLA. Possui formação em Farmácia Clínica e Serviços Farmacêuticos pela ABRAFARMA; em Capacitação em Serviços de Vacinação em Farmácias pela IBras – Faculdade Catedral; Curso de Formação Gerencial da Farmácia Indiana. Atuou como Gerente Farmacêutica na Farmácia Indiana e na linha de frente do COVID-19 no processo de testagem rápida de anticorpos e de antígeno. Além disso, possui experiência há mais de 12 anos no mercado farmacêutico.

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