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Apendicite: Sinais de Alertas e Ações Imediatas

Apendicite é um doença causada por inflamação do apêndice e que pode levar a morte. Saiba mais!

Luciana Simões

Mulher sofrendo com dores da inflamação de apendicite.

A apendicite é uma doença comum causada pela inflamação do apêndice, um pequeno órgão em forma de tubo ligado ao intestino grosso, localizado no lado direito do abdômen. Trata-se de uma condição que pode surpreender e exigir atenção imediata.

A doença pode acometer, em média, até 7% da população. Isso significa que, de cada 100 pessoas, 7 apresentam problemas de apendicite. Os riscos associados a essa condição podem levar à morte em até três dias se não for devidamente tratada.

De modo geral, o problema pode ser causado pela obstrução do tubo ligado ao intestino. Isso pode ocorrer por excesso de fezes, alimentos que contêm sementes, como, por exemplo, goiaba, uvas ou até mesmo um tumor na região.

Na sequência, abordaremos mais sobre a apendicite, fatores de risco, sintomas mais comuns, diagnóstico e tratamento para a doença.

Mulher sofrendo com dores da inflamação de apendicite.
Mulher sofrendo com dores da inflamação de apendicite. (Imagem: Canva)

Quais os fatores de risco para a doença?

Fique atento a alguns fatores de risco específicos que aumentam a probabilidade de desenvolver apendicite, são eles:

  • Histórico familiar:

Pessoas com um histórico familiar de apendicite podem ter um risco ligeiramente aumentado.

  • Idade:

A doença pode manifestar-se em indivíduos de todas as faixas etárias, sendo mais comum em pessoas com idades compreendidas entre 10 e 30 anos. Apesar de menos frequente, tanto crianças quanto idosos também podem apresentar casos da doença.

  • Sexo:

Antigamente, notava-se uma maior incidência de apendicite em homens quando comparada às mulheres. No entanto, com o passar do tempo essa diferença tem diminuído e agora ocorre de maneira semelhante em ambos os sexos.

  • Infecções Gastrointestinais:

Infecções no trato gastrointestinal ou no apêndice podem desencadear a inflamação. Bactérias, vírus ou fungos podem ser agentes responsáveis por iniciar o processo inflamatório. Ver também: gastrite.

  • Obstrução do Apêndice:

A obstrução do apêndice por fezes, corpo estranho ou tecido linfático aumenta significativamente o risco de apendicite.

  • Doenças Inflamatórias do Intestino:

Pessoas com doenças inflamatórias do intestino, como a doença de Crohn, podem ter um risco ligeiramente aumentado de apendicite.

Quais são os sinais iniciais da doença?

Os sinais mais comuns de apendicite podem ser leves, mas a doença geralmente progride rapidamente, o que pode envolver:

Mulher com dor no estômago e náuseas, sinais presentes na apendicite.
Mulher com dor no estômago e náuseas, sinais presentes na apendicite. (Imagem: Canva)

Conforme a inflamação do apêndice se intensifica, a dor tende a se concentrar no lado inferior direito do abdômen, conhecido como fossa ilíaca direita. Ao perceber algum dos sintomas recomendamos buscar auxílio médico profissional.

Como os médicos diagnosticam a apendicite?

De modo geral o diagnóstico inicial é clínico, e para confirmar a suspeita da doença inflamatória o médico pode solicitar o seguinte exames:

  • exames de sangue;
  • tomografia computadorizada;
  • ou ultrassom.

Vale lembrar que o diagnóstico precoce da apendicite é crucial para evitar complicações graves, como a ruptura do apêndice.

Qual o tratamento para os casos da doença?

O tratamento padrão mais indicado para a doença é a remoção cirúrgica do apêndice, conhecida como apendicectomia, pode ser realizada por meio da cirurgia aberta ou laparoscópica, esta menos invasiva.

Além da cirurgia, em alguns casos, o tratamento pode envolver a administração de antibióticos para controlar a infecção antes da remoção do apêndice. Essa abordagem é geralmente considerada em casos menos graves ou quando a cirurgia imediata não é possível.

Quanto tempo leva para se recuperar após uma apendicectomia?

  • Hospitalização:

Após o procedimento cirúrgico, a maioria dos pacientes permanece no hospital por um período de 1 a 2 dias. No entanto, esse tempo pode variar com base na resposta individual ao procedimento.

  • Período de repouso:

É aconselhável um período de descanso relativo nos primeiros dias após o procedimento cirúrgico. O descanso adequado contribui para uma recuperação mais rápida.

  • O retorno ao trabalho e às atividades normais:

Pode variar, mas geralmente ocorre dentro de 1 a 3 semanas após a cirurgia, dependendo da natureza do trabalho e do tipo de procedimento.

A remoção do apêndice pode causa danos para o corpo humano?

Uma informação relevante e desconhecida de muitas pessoas é que o apêndice desempenha uma função importante no organismo humano. Ele produz anticorpos e bactérias que auxiliam na digestão e no sistema imunológico.

A remoção do apêndice, conhecida como apendicectomia, normalmente não causa danos significativos ao organismo. O corpo humano pode continuar a funcionar normalmente mesmo após a retirada do apêndice, e a ausência desse órgão geralmente não afeta a digestão, a imunidade ou outras funções essenciais do organismo.

Entretanto, é fundamental seguir as orientações médicas durante o período pós-operatório para garantir uma recuperação adequada.

Conclusão

Em resumo, a apendicite, uma inflamação do apêndice, destaca-se como uma condição que requer atenção imediata, com riscos que podem levar à morte se não tratada adequadamente.

Dessa forma, a compreensão dos fatores de risco, sinais iniciais e a relevância do diagnóstico precoce são fundamentais para minimizar as potenciais consequências da doença. É importante ressaltar, que as informações contidas neste material, não substituem a avaliação do médico profissional.


Luciana R. Simões é Farmacêutica formada pela Universidade Presidente Antônio Carlos – UNIPAC com CRF/MG: 25.741 – Pós-graduada em Farmacologia: Atualização e Novas Perspectivas pela Universidade Federal de Lavras – UFLA. Possui formação em Farmácia Clínica e Serviços Farmacêuticos pela ABRAFARMA; em Capacitação em Serviços de Vacinação em Farmácias pela IBras – Faculdade Catedral; Curso de Formação Gerencial da Farmácia Indiana. Atuou como Gerente Farmacêutica na Farmácia Indiana e na linha de frente do COVID-19 no processo de testagem rápida de anticorpos e de antígeno. Além disso, possui experiência há mais de 12 anos no mercado farmacêutico.

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